domingo, 6 de abril de 2014

Há dinamite para explodir
O diamante que me convir
Quero expandir meu lado escroto
Não me dê champanhe eu quero esgoto

Num copo bem vistoso
Que pareça um cálice
Um líquido pavoroso
E medonho como a hélice

Que decepa a ponta do dedo
Distraído

Sirva-me a lavagem no banquete
Morda a minha pica no boquete
Eu quero é ver s
                           a
                             n
                                   g
                                          u
                                               e

Nada melhor que o sangue para
AGUÇAR       AS       RETINAS

Falácias, falácias, falácias
E virgens descabaçadas
Crimes passionais

Fazer tremer a têmpora e saltar as veias do pescoço
Criar alvoroço
Ante o destino fatal não escolher o
belo
Antes se aproximar do horrendo
Antes que se esteja morrendo
Para não fazer feio com
A morte

Morrer um dia a cada dia se renova
O sangue e a saliva que se troca em cada encontro com a sorte
                                                               De não se sentir sozinho.
Se é mais humano quando
se pratica o mal

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