Vitória,
Todo desejo é vão
Toda esperança é vã
Todo encanto é fugás
Todo destino é etéreo
Todo amanhã é hodierno
Cada instante é eterno
Cada intervalo é morte
Cada morte é dádiva
Cada dádiva é presente
Cada presente é vitória
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Sou um plantador
Acompanho nos astros
O tempo de muitos tempos
A água a terra o ar a luz e eu
No tempo das luas cheias
Plantamos e cultivamos
O que colhemos
Nos dá sustento
Nos dá prazer
Eu planto ervas
A cada ciclo
Eu colho frutos
Trabalho no tempo
O clima chuvoso
Ou ensolarado
A espera e o cuidado
Sintonia da compreensão
De sentir a vida
De cada fragmento
Da existência complexa
Que germina o alimento
Dos nossos sentidos
E floresce consciente
Aos nossos motivos
Acompanho nos astros
O tempo de muitos tempos
A água a terra o ar a luz e eu
No tempo das luas cheias
Plantamos e cultivamos
O que colhemos
Nos dá sustento
Nos dá prazer
Eu planto ervas
A cada ciclo
Eu colho frutos
Trabalho no tempo
O clima chuvoso
Ou ensolarado
A espera e o cuidado
Sintonia da compreensão
De sentir a vida
De cada fragmento
Da existência complexa
Que germina o alimento
Dos nossos sentidos
E floresce consciente
Aos nossos motivos
domingo, 29 de dezembro de 2013
Adoro ver o tempo mudar
As nuvens de tempestade
Que chegam do distante
De ares longíncuos
Cobrindo as montanhas
As nuvens vão ao vento
Sol se expõe meio pálido
A chuva se afasta longe
De repente ventos sopraram
Delirantes ventanias
E os mares enlouqueceram
Os ares gelados aqueceram
As ondas revoltadas
Queriam engolir o cais
Olhei mais longe que vi
A chuva caída no mar
Sol retoma seu brilho
Chão permanece molhado
Clima promete ser quente
Vento me sopra agradável
As nuvens de tempestade
Que chegam do distante
De ares longíncuos
Cobrindo as montanhas
As nuvens vão ao vento
Sol se expõe meio pálido
A chuva se afasta longe
De repente ventos sopraram
Delirantes ventanias
E os mares enlouqueceram
Os ares gelados aqueceram
As ondas revoltadas
Queriam engolir o cais
Olhei mais longe que vi
A chuva caída no mar
Sol retoma seu brilho
Chão permanece molhado
Clima promete ser quente
Vento me sopra agradável
sábado, 28 de dezembro de 2013
Eu quero te engravidar
Fecundar o teu óvulo
Fazer crescer dentro de ti
Esse mal que há em mim
No teu abismo sem fundo
Expandir o teu útero
No interior teu ventre
Desenvolver meu filho
Um pedaço desse eu
Será corpo do teu corpo
Carne da tua carne
Para ser arrancado de ti
Levado embora à força
Pelo leito do tempo
Na enxurrada da vida
E te deixar o orgulho
Fecundar o teu óvulo
Fazer crescer dentro de ti
Esse mal que há em mim
No teu abismo sem fundo
Expandir o teu útero
No interior teu ventre
Desenvolver meu filho
Um pedaço desse eu
Será corpo do teu corpo
Carne da tua carne
Para ser arrancado de ti
Levado embora à força
Pelo leito do tempo
Na enxurrada da vida
E te deixar o orgulho
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Tenho caminhado muito despretensioso
Até topar no abismo sem fundo
Me apressei e corri
Para poder pegar impulso
Não lembrei nenhum poeta
Que sensibilizou sua amada com poesia
Caí num sono prolífero
No sonho aprendo a voar
A brisa me acolhe sorrindo
O sereno me dá abrigo e repouso
Me recolho num leito puro e macio
Me banho na queda d'água
E deixo correr o riso
Sofrido de espasmos e desalento
Que desiste do tino
Aprecia os compassos
Se esvai pelo mundo
Desagua num vale
Que abre essa porta
Que me deixa livre
Até topar no abismo sem fundo
Me apressei e corri
Para poder pegar impulso
Não lembrei nenhum poeta
Que sensibilizou sua amada com poesia
Caí num sono prolífero
No sonho aprendo a voar
A brisa me acolhe sorrindo
O sereno me dá abrigo e repouso
Me recolho num leito puro e macio
Me banho na queda d'água
E deixo correr o riso
Sofrido de espasmos e desalento
Que desiste do tino
Aprecia os compassos
Se esvai pelo mundo
Desagua num vale
Que abre essa porta
Que me deixa livre
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Algumas coisas
Incompreensíveis
Não é possível saber
É realmente uma lástima
Saber a verdade
O dia temeroso
Desse encontro
Me faz cantar a vida
A todo instante
Se não houvesse
Algum sentido
Muito além
Dessa vida depressiva
É óbivio
Que certamente eu inventava
E se o sentido
De repente se perdesse
Eu caçador de horizontes
Rumo ao oeste onde o sol se esconde
E me recolho para poder pensar
Nos meus erros meus enganos meus conflitos
Luto contra minhas próprias convicções
Por vezes é bom dar de cara no concreto
Eu alço voo
Sou depenado
Me desinvento
Me reconstruo
Incompreensíveis
Não é possível saber
É realmente uma lástima
Saber a verdade
O dia temeroso
Desse encontro
Me faz cantar a vida
A todo instante
Se não houvesse
Algum sentido
Muito além
Dessa vida depressiva
É óbivio
Que certamente eu inventava
E se o sentido
De repente se perdesse
Eu caçador de horizontes
Rumo ao oeste onde o sol se esconde
E me recolho para poder pensar
Nos meus erros meus enganos meus conflitos
Luto contra minhas próprias convicções
Por vezes é bom dar de cara no concreto
Eu alço voo
Sou depenado
Me desinvento
Me reconstruo
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
O meu riso é minha fortaleza
Não de portões de ferro e duras pedras
Mas de nuvens insanas de sarcasmo
E doces sortidos de ironia
Eu rio de desprezo do infortúnio
Gargalhando de um cômico desastre
Ao mesmo tempo que o bobo amante ri
Ri de um cachorro atropelado
E quando sou eu mesmo este cachorro
O mesmo bobo amante ri de mim
Meu riso é uma alegria desvairada
Encontrado em cada canto
Em meu íntimo escárnio
Meu riso é da desgraça e da comédia
Meu riso é da dádiva e da tragédia
Que importa
Eu rio de deboche e desapego
Aprendi a rir da minha tristeza
Sorrindo ainda que meu riso seja triste
Não de portões de ferro e duras pedras
Mas de nuvens insanas de sarcasmo
E doces sortidos de ironia
Eu rio de desprezo do infortúnio
Gargalhando de um cômico desastre
Ao mesmo tempo que o bobo amante ri
Ri de um cachorro atropelado
E quando sou eu mesmo este cachorro
O mesmo bobo amante ri de mim
Meu riso é uma alegria desvairada
Encontrado em cada canto
Em meu íntimo escárnio
Meu riso é da desgraça e da comédia
Meu riso é da dádiva e da tragédia
Que importa
Eu rio de deboche e desapego
Aprendi a rir da minha tristeza
Sorrindo ainda que meu riso seja triste
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
À loucura ou à morte
Morto não chora
Não sirvo para morrer
Prefiro a loucura
Corredores gradeados
Meus braços presos
Meu corpo sem cura
Muito bem amarrado
Trancado e escondido
Interno manicômio
Dentro de mim mesmo
Vejo aclives oníricos
Que deformam arenosos
Nas praias distorcidas
Onde as ondas colidem
E o vendo suave afirma
Muito pior que a morte
É a velhice solitária
Esquecida num sanatório
Morto não chora
Não sirvo para morrer
Prefiro a loucura
Corredores gradeados
Meus braços presos
Meu corpo sem cura
Muito bem amarrado
Trancado e escondido
Interno manicômio
Dentro de mim mesmo
Vejo aclives oníricos
Que deformam arenosos
Nas praias distorcidas
Onde as ondas colidem
E o vendo suave afirma
Muito pior que a morte
É a velhice solitária
Esquecida num sanatório
domingo, 22 de dezembro de 2013
Porque a morte consegue ser tão bela
Eu vi ali o corpo morto no caixão
No rosto uma serenidade extrema
Não via nele nenhuma aflição
Pude sentir a paz que é morrer
Aquela forma estática repousava
Aquele rosto sereno e sisudo
De um sono profundo e tranquilo
Solenemente belo e perpicaz
Me fez ver na vida essa alegria
E me tocou gelado
Quando segurei sua mão
Atencioso em cuidados
Que me levaram a sorrir
E no sorriso a compreensão
De que a vida é assim
Eu vi ali o corpo morto no caixão
No rosto uma serenidade extrema
Não via nele nenhuma aflição
Pude sentir a paz que é morrer
Aquela forma estática repousava
Aquele rosto sereno e sisudo
De um sono profundo e tranquilo
Solenemente belo e perpicaz
Me fez ver na vida essa alegria
E me tocou gelado
Quando segurei sua mão
Atencioso em cuidados
Que me levaram a sorrir
E no sorriso a compreensão
De que a vida é assim
sábado, 21 de dezembro de 2013
Bem melhor
O nada é sempre mais confortável
Extremamente denso e com
Complexidades multidimensionais
Me deixa aqui onde eu pertenço
Porque o mundo todo já tem dono
Podia sair por aí de lancha ou moto
E alcançar os mais distantes horizontes
Podia me estender nos pastos
Como amanhecer e encantar as tardes
Irrompendo o dia entre os montes
Na minha reclusão
Estou imenso e subo escadarias
Me levam a um verso esplêndido
Que se esvai aos poucos do pensamento
E eu retorno a ausência
Que eu permito a criação
Bem melhor
O nada é sempre mais confortável
O nada é sempre mais confortável
Extremamente denso e com
Complexidades multidimensionais
Me deixa aqui onde eu pertenço
Porque o mundo todo já tem dono
Podia sair por aí de lancha ou moto
E alcançar os mais distantes horizontes
Podia me estender nos pastos
Como amanhecer e encantar as tardes
Irrompendo o dia entre os montes
Na minha reclusão
Estou imenso e subo escadarias
Me levam a um verso esplêndido
Que se esvai aos poucos do pensamento
E eu retorno a ausência
Que eu permito a criação
Bem melhor
O nada é sempre mais confortável
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Artetécnica
Eu sou poeta
Você também
Autor de sua vida
No esforço existencial de cada dia
Tudo é arte
O fazer poético
É a criação de sentido
No vínculo de significados
Hoje eu tive um dia péssimo
Fiquei preso no transito
E me atrasei
Hoje eu tive um dia maravilhoso
Encontrei aquela pessoa que eu gosto
Quano fui prepapar a comida
Estava inspirado
Durante o trabalho
Estava inspirado
O transito me deixou chegar na hora
O motorista parecia apressado
Estava inspirado
Tecnicamente
Escrever é apenas uma
Das formas de expressão
A poesia habita em nós
Eu sou poeta
Você também
Autor de sua vida
No esforço existencial de cada dia
Tudo é arte
O fazer poético
É a criação de sentido
No vínculo de significados
Hoje eu tive um dia péssimo
Fiquei preso no transito
E me atrasei
Hoje eu tive um dia maravilhoso
Encontrei aquela pessoa que eu gosto
Quano fui prepapar a comida
Estava inspirado
Durante o trabalho
Estava inspirado
O transito me deixou chegar na hora
O motorista parecia apressado
Estava inspirado
Tecnicamente
Escrever é apenas uma
Das formas de expressão
A poesia habita em nós
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