O sátiro e a ninfa do bosque
Procurando local ermo
O sátiro adentrou o bosque
Como parecesse perdido
Ali encontrou o ambiente
Para a sesta cotidiana
Entre as folhagens verdejantes
Como sempre inebriado
Descansava confortável
E observava as ninfas
Sem tampouco se importar
Mas a aproximação repentina
Fez o bicho se assustar
Penetrou no bosque absconso
Como quem persegue o mal
E esperou até estar faminto
Porque num banquete
Você aparece para comer
Quando as ninfas vêm brincar
Você não escolhe
Elas te cobrem de sangue
Te domam num beijo
E te oferecem uma bebida doce
Que no fim amarga
Sabendo que não devia
Foi brincando que se perdeu
E o bosque tornou-se
Labirinto das coisas que sentiu
E não soube sair
Das grades que separam
O que sentiu do que não viveu
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