Criaturas das trevas
Vieram me visitar
Onde era antes um lugar tranquilo
Em que eu trazia as minhas vítimas
Bem por ali
Nefastos andavam espreitando
Corroendo os meus nervos já clementes
De algum ácido
Que envenene os meus sentidos
A fumaça nos meus olhos se dissipa
E enxergo ali o que eu não desejava
Acabei topando uma cilada
Sou pego desatento num só golpe
Bobinhos mostros bisonhos inocentes
Não sabem que eu sou filho do diabo
Tão ingênuos
Me provocando os mais temíveis pensamentos
Na escuridão faziam festa
Para que das profundezas renascesse
Numa erupção que devastasse
O coração sensível e retraído
De um anjo maldito e traiçoeiro
Que me engana
Quando finge estar dormindo
Num bote escapo da armadilha
Que eles até então me preparavam
Sereno e como a água cristalina
Suspiro
...
E me entrego de mão beijada
Cambaleando
Eu recuo para distante
E nesse ritual demoníaco
Desperto desse pesadelo severo
Que não dispenso
Sem fazer um sacrifício
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