sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Tenho caminhado muito despretensioso
Até topar no abismo sem fundo
Me apressei e corri
Para poder pegar impulso
Não lembrei nenhum poeta
Que sensibilizou sua amada com poesia

Caí num sono prolífero
No sonho aprendo a voar
A brisa me acolhe sorrindo
O sereno me dá abrigo e repouso

Me recolho num leito puro e macio
Me banho na queda d'água
E deixo correr o riso
Sofrido de espasmos e desalento
Que desiste do tino
Aprecia os compassos
Se esvai pelo mundo
Desagua num vale
Que abre essa porta
Que me deixa livre

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