Porque a morte consegue ser tão bela
Eu vi ali o corpo morto no caixão
No rosto uma serenidade extrema
Não via nele nenhuma aflição
Pude sentir a paz que é morrer
Aquela forma estática repousava
Aquele rosto sereno e sisudo
De um sono profundo e tranquilo
Solenemente belo e perpicaz
Me fez ver na vida essa alegria
E me tocou gelado
Quando segurei sua mão
Atencioso em cuidados
Que me levaram a sorrir
E no sorriso a compreensão
De que a vida é assim
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