terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O meu riso é minha fortaleza
Não de portões de ferro e duras pedras
Mas de nuvens insanas de sarcasmo
E doces sortidos de ironia

Eu rio de desprezo do infortúnio
Gargalhando de um cômico desastre
Ao mesmo tempo que o bobo amante ri
Ri de um cachorro atropelado
E quando sou eu mesmo este cachorro
O mesmo bobo amante ri de mim

Meu riso é uma alegria desvairada
Encontrado em cada canto
Em meu íntimo escárnio

Meu riso é da desgraça e da comédia
Meu riso é da dádiva e da tragédia
Que importa

Eu rio de deboche e desapego
Aprendi a rir da minha tristeza
Sorrindo ainda que meu riso seja triste

Nenhum comentário:

Postar um comentário