Quero ver a desgraça alheia na câmara de gás
Quero rir disso
Quero ser aquela família sufocada com gás
Quero incendiar a casa de uma família negra
Quero ser o pai daquela família incinerada
Quero empurrar aquele tolo amante da janela do décimo terceiro andar
Quero ser empurrado com ele
Quero ser ele caindo
Quero espancar um mendigo
Quero ser esse mendigo que espanquei
Quero acertar uma bala perdida na cabeça de um inocente distraído
Quero ser esse projétil
Quero ser esse inocente
Que senta na cadeira elétrica
Que liga a alavanca
Que dispara o gatilho
Que libera o gás
Que acende o fogo
Que pressiona a seringa
No meu leito de morte
Desliga os aparelhos
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