segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quero ver a desgraça alheia na câmara de gás
Quero rir disso
Quero ser aquela família sufocada com gás 
Quero incendiar a casa de uma família negra 
Quero ser o pai daquela família incinerada 
Quero empurrar aquele tolo amante da janela do décimo terceiro andar 
Quero ser empurrado com ele 
Quero ser ele caindo
Quero espancar um mendigo 
Quero ser esse mendigo que espanquei 
Quero acertar uma bala perdida na cabeça de um inocente distraído 
Quero ser esse projétil 
Quero ser esse inocente 
Que senta na cadeira elétrica 
Que liga a alavanca 
Que dispara o gatilho 
Que libera o gás 
Que acende o fogo 
Que pressiona a seringa 
No meu leito de morte 
Desliga os aparelhos 

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